segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

À espera de um eclipse

Mais uma vez encontro-me no meio de uma encruzilhada: ou isto ou aquilo. Uma escolha. Em uma escolha há uma opção e uma desistência: você abre mão de uma coisa para obter outra. A vida é assim.

A vida é feita de escolhas - frase batida, mas perfeitamente condizente com a realidade do ser humano. A todo momento precisamos escolher: se vamos brincar de boneca ou de esconde-esconde; se vamos fazer vestibular para Medicina ou para Direito; se vamos atuar na área x ou na área y... Enfim. Não tem para onde fugir. Ou isto ou aquilo, meus caros.

Realizar um sonho ou lutar pelo futuro? O futuro não seria - ou deveria ser - também um sonho? E quando não dá para ter os dois ao mesmo tempo? Podemos adiar um dos dois - sim, porque nem sempre precisamos abrir mão totalmente, basta apenas esperar. Mas o que faremos primeiro?

A ansiedade nos convence de que devemos aproveitar a vida intensamente, sem pensar no depois. Carpe Diem! Podemos morrer amanhã e precisamos ter vivido plenamente! Mas bom... Quais as possibilidade de morrer amanhã? Podem ser muitas, podem ser poucas...Depende. Se forem muitas: o sonho. Se forem poucas: podemos pensar - mas não pense muito.

O sonho é o reluzir de olhos, o sorriso aberto, o coração disparado. O sonho é um enigma, uma descoberta, uma aventura de toda uma vida.

Mas e o sentimento, o desejo de fazer algo maior? Sim, o futuro. Não digo um futuro distante, mas um futuro que pode começar a ser construído agora e que impossibilita a realização imediata do sonho. 

O futuro é a missão de uma vida, de um ser. É o alcance do sonho mais íntimo que todos nós temos. É a realização de toda uma vida.

Ir ou ficar? Correr ou esperar? Correr para a direita ou para a esquerda? Não é tão simples assim, quando todos os lados oferecem opções que se desejam.

Fico com o fenômeno do eclipse: quem diria que a Lua e o Sol, fadados a viverem separados pelo amanhecer  ou entardecer, viriam a se encontrar assim tão juntos, que parecem um só?

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