segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Mais de uma aprendiz.
O que eu tenho aprendido ultimamente é que devemos viver pensando mais em fazer a nossa própria felicidade, sem ficar contando com a ajuda dos outros. Muitas vezes quem mais te ama poderá te fazer sofrer, mas não o culpe por ser apenas humano... Simplesmente viva para você.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Surpreenda-me!
Antes de fazer o que tenho que fazer, me permito sonhar.
Sonhar que só hoje eu farei uma coisa diferente, fantástica,
surpreendentemente diferente de tudo o que eu já fiz.
Poderia me jogar no mar de roupa e tudo e esquecer
de todas as minhas obrigações durante o dia inteiro...
Poderia voar em um balão e pegar em uma nuvem,
ou quem sabe pegar minha mochila e sair andando
pelo litoral, sem rumo certo.
Hoje eu poderia te sequestrar e ir na Igreja me casar com vc,
mesmo que a gente não tenha onde cair morto (por enquanto).
Poderia fazer um filho (mas ainda não!) e amá-lo eternamente
(farei isso algum dia e o amor será ainda maior).
Não quero coisas impossíveis, só o possível para agora, hoje.
Fazer alguma coisa diferente...Qualquer coisa, que me dê um ar para
continuar, e continuar em paz.
Sonhar que só hoje eu farei uma coisa diferente, fantástica,
surpreendentemente diferente de tudo o que eu já fiz.
Poderia me jogar no mar de roupa e tudo e esquecer
de todas as minhas obrigações durante o dia inteiro...
Poderia voar em um balão e pegar em uma nuvem,
ou quem sabe pegar minha mochila e sair andando
pelo litoral, sem rumo certo.
Hoje eu poderia te sequestrar e ir na Igreja me casar com vc,
mesmo que a gente não tenha onde cair morto (por enquanto).
Poderia fazer um filho (mas ainda não!) e amá-lo eternamente
(farei isso algum dia e o amor será ainda maior).
Não quero coisas impossíveis, só o possível para agora, hoje.
Fazer alguma coisa diferente...Qualquer coisa, que me dê um ar para
continuar, e continuar em paz.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Raiva...
Uma das passagens que mais gosto de todos os livros do Dalai-Lama ("A arte da felicidade") é quando ele discorre sobre a raiva. Segundo o Mestre, devemos amar os nossos inimigos porque só eles nos dão a oportunidade de evoluir como seres humanos, no amor, na paciência, na compaixão. Ora, se tudo fosse sempre maravilhoso na vida, como nós iriamos exercitar esses sentimentos tão nobres? É muito fácil agir com amor quando tudo vai bem, mas quando as coisas vão mal é que surge o problema.
Eu realmente tento exercitar o ensinamento desse sábio e amado Mestre, mas tem vezes que simplesmente não consigo. Ainda não alcancei esse nível de sabedoria e elevação espiritual. Tem momentos em que basta respirarmos fundo e deixar ir... Mas tem outros... Há, tem outros, amigo, que o bicho pega.
Quando alguém me faz um mal intencionalmente, eu sinto raiva. Muita raiva. Raiva que me faz chorar. Uma raiva que vai destruindo tudo o que encontra pela frente. Mas não destrói nada do lado de fora, não; destrói tudo é aqui, do lado de dentro, que chega me dá falta de ar.
Não aprendi a "não aceitar esse presente" quando alguém destrói algo importante para mim... Ainda falta muito para eu incorporar os ensinamentos do meu Mestre... E que ele continue me ensinando como tornar essa compaixão diante da raiva, algo humanamente possível!
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Encontro
Quando me perdi, me procurei.
Procurei na sala, no quarto,
na cozinha...
Abri a geladeira, e eu não estava
em lugar nenhum.
Só fui me encontrar à noite.
Deitada, olhando para as estrelas,
fechei os olhos, pensei em Deus,
e me vi bem alí.
Sobre-vida
A verdade me faz falta.
Sinto falta de gente de verdade,
de carinho de verdade,
de relações de verdade.
As pessoas estão vivendo uma vida que não existe,
tentando ser algo irreal,
e assim vão deixando de viver.
Apenas reproduzem outras vidas,
representam, e sobre-vivem.
domingo, 1 de abril de 2012
Em busca da pureza perdida
Acabo de chegar do cinema e estou arrasada porque gastei meu dinheiro em um filme horrível. Pura violência. O que sobressai do filme: um resto de inocência, pureza e bondade que ainda resta em um mundo futuro (ou presente?) sanguinário e oprimido. E coragem- coragem para ser puro em um mundo que só quer o seu mal.
Fiquei arrasada com o filme. Teve um momento em que eu quis ir embora, mas não pude. Fiquei até o final, fechando os olhos durantes as cenas mais brutais.
O filme retrata uma sociedade futura, cheia de pessoas fúteis, que "desfrutam" de um reality show em que o objetivo é sair vivo - e matar os demais para tanto. Que nojo!
E o nojo não vinha da ficção do filme, mas sim da realidade que o filme trazia. Pessoas fúteis, cheias de "grana", cuja maior diversão é assistir a um reality show mortífero, com seres humanos de verdade, os quais, por sua vez, são obrigados a participar do programa. É um mundo que se divide entre os poderosos que assistem e financiam o programa, e os pobres, oprimidos, que são obrigados a participar desse programa.
Era o próprio Estado de guerra de "todos contra todos", em que o "homem era o lobo do homem", literalmente. Ninguém se importava com o ser humano, ninguém se importava em ferir o outro. O mundo já está assim, e parece estar caminhando para uma piora, para um caos total... E há pessoas que aplaudem tudo isso, imersas e alienadas em suas cores e caras maquiadas, falsas e fúteis.
Mas ainda há esperança. A esperança representada, no filme, pela garotinha que cuida dos outros, que não quer nada daquilo, que é pura e tem amor dentro de si... Um pouco de amor. Ela ganhou o programa do filme, e eu ainda espero que o amor triunfe sobre tudo. Há muita gente bacana fazendo o bem, fazendo a diferença em diversos setores da sociedade. Não precisa de muito para fazer a diferença; basta ser generoso, respeitoso, humilde, caridoso, e amigável com o próximo, independente de quem seja o próximo. Que o amor vença!
Fiquei arrasada com o filme. Teve um momento em que eu quis ir embora, mas não pude. Fiquei até o final, fechando os olhos durantes as cenas mais brutais.
O filme retrata uma sociedade futura, cheia de pessoas fúteis, que "desfrutam" de um reality show em que o objetivo é sair vivo - e matar os demais para tanto. Que nojo!
E o nojo não vinha da ficção do filme, mas sim da realidade que o filme trazia. Pessoas fúteis, cheias de "grana", cuja maior diversão é assistir a um reality show mortífero, com seres humanos de verdade, os quais, por sua vez, são obrigados a participar do programa. É um mundo que se divide entre os poderosos que assistem e financiam o programa, e os pobres, oprimidos, que são obrigados a participar desse programa.
Era o próprio Estado de guerra de "todos contra todos", em que o "homem era o lobo do homem", literalmente. Ninguém se importava com o ser humano, ninguém se importava em ferir o outro. O mundo já está assim, e parece estar caminhando para uma piora, para um caos total... E há pessoas que aplaudem tudo isso, imersas e alienadas em suas cores e caras maquiadas, falsas e fúteis.
Mas ainda há esperança. A esperança representada, no filme, pela garotinha que cuida dos outros, que não quer nada daquilo, que é pura e tem amor dentro de si... Um pouco de amor. Ela ganhou o programa do filme, e eu ainda espero que o amor triunfe sobre tudo. Há muita gente bacana fazendo o bem, fazendo a diferença em diversos setores da sociedade. Não precisa de muito para fazer a diferença; basta ser generoso, respeitoso, humilde, caridoso, e amigável com o próximo, independente de quem seja o próximo. Que o amor vença!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O mito por trás da lenda de que "atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu".
"Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu". Esse refrão deve ter sido inventado por um dono de bloco de carnaval, querendo ganhar dinheiro com a venda de fantasias, mortalhas ou abadas. Eu estou vivinha da silva e não estou atrás do trio elétrico! E muita gente como eu também não esta! E daí? Não estamos mortos e não somos e.ts!
Há diversas formas de ser feliz. Por que eh tão difícil para as pessoas entenderem isso? Nem todo mundo precisa ir para todas as baladas do mundo para poder afirmar "eu sou feliz". Ao contrário: tem muita gente fazendo pose de felicidade, enquanto a realidade eh outra.felicidade eh ser honesto com si mesmo,com quem realmente a gente eh.
Moro na cidade mais complicada para ser feliz! Salvador eh a cidade da festa: do dia 1 de janeiro a 31 de dezembro, 24 h por dia. Começa o verão e tem festas de verão, ensaios etc. Ai vem carnaval, e depois as festas pós carnaval, e vem as festas antes do são joão, e vem o são João, pós são João e depois as festas de verão voltam e continua tudo de novo. Resultado: se vc não for para tudo isso vc não eh baiano, você não eh normal, eh um nerd, alienado, infeliz, um e.t.
Fala sério! Isso eh muito chato! Eh como se fosse uma obrigação! Nem todo mundo gosta desses tipos de festa, nem todo mundo tem grana para ir para tudo, nem sempre a pessoa sente vontade de ir, e qual o problema? Continuamos felizes do mesmo jeito, de outras maneiras.
Felicidade eh algo interno, não tem a ver com carnaval!
Hoje eu não vou para o carnaval, talvez eu vá amanha, ou talvez depois, ou talvez não vá! Sou baiana legitima, brasileira,animada, gosto de dançar, pular, ficar quieta,ler um livro, e ser eu mesma. Sou feliz.
Há diversas formas de ser feliz. Por que eh tão difícil para as pessoas entenderem isso? Nem todo mundo precisa ir para todas as baladas do mundo para poder afirmar "eu sou feliz". Ao contrário: tem muita gente fazendo pose de felicidade, enquanto a realidade eh outra.felicidade eh ser honesto com si mesmo,com quem realmente a gente eh.
Moro na cidade mais complicada para ser feliz! Salvador eh a cidade da festa: do dia 1 de janeiro a 31 de dezembro, 24 h por dia. Começa o verão e tem festas de verão, ensaios etc. Ai vem carnaval, e depois as festas pós carnaval, e vem as festas antes do são joão, e vem o são João, pós são João e depois as festas de verão voltam e continua tudo de novo. Resultado: se vc não for para tudo isso vc não eh baiano, você não eh normal, eh um nerd, alienado, infeliz, um e.t.
Fala sério! Isso eh muito chato! Eh como se fosse uma obrigação! Nem todo mundo gosta desses tipos de festa, nem todo mundo tem grana para ir para tudo, nem sempre a pessoa sente vontade de ir, e qual o problema? Continuamos felizes do mesmo jeito, de outras maneiras.
Felicidade eh algo interno, não tem a ver com carnaval!
Hoje eu não vou para o carnaval, talvez eu vá amanha, ou talvez depois, ou talvez não vá! Sou baiana legitima, brasileira,animada, gosto de dançar, pular, ficar quieta,ler um livro, e ser eu mesma. Sou feliz.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
À espera de um eclipse
Mais uma vez encontro-me no meio de uma encruzilhada: ou isto ou aquilo. Uma escolha. Em uma escolha há uma opção e uma desistência: você abre mão de uma coisa para obter outra. A vida é assim.
A vida é feita de escolhas - frase batida, mas perfeitamente condizente com a realidade do ser humano. A todo momento precisamos escolher: se vamos brincar de boneca ou de esconde-esconde; se vamos fazer vestibular para Medicina ou para Direito; se vamos atuar na área x ou na área y... Enfim. Não tem para onde fugir. Ou isto ou aquilo, meus caros.
Realizar um sonho ou lutar pelo futuro? O futuro não seria - ou deveria ser - também um sonho? E quando não dá para ter os dois ao mesmo tempo? Podemos adiar um dos dois - sim, porque nem sempre precisamos abrir mão totalmente, basta apenas esperar. Mas o que faremos primeiro?
A ansiedade nos convence de que devemos aproveitar a vida intensamente, sem pensar no depois. Carpe Diem! Podemos morrer amanhã e precisamos ter vivido plenamente! Mas bom... Quais as possibilidade de morrer amanhã? Podem ser muitas, podem ser poucas...Depende. Se forem muitas: o sonho. Se forem poucas: podemos pensar - mas não pense muito.
O sonho é o reluzir de olhos, o sorriso aberto, o coração disparado. O sonho é um enigma, uma descoberta, uma aventura de toda uma vida.
Mas e o sentimento, o desejo de fazer algo maior? Sim, o futuro. Não digo um futuro distante, mas um futuro que pode começar a ser construído agora e que impossibilita a realização imediata do sonho.
O futuro é a missão de uma vida, de um ser. É o alcance do sonho mais íntimo que todos nós temos. É a realização de toda uma vida.
Ir ou ficar? Correr ou esperar? Correr para a direita ou para a esquerda? Não é tão simples assim, quando todos os lados oferecem opções que se desejam.
Fico com o fenômeno do eclipse: quem diria que a Lua e o Sol, fadados a viverem separados pelo amanhecer ou entardecer, viriam a se encontrar assim tão juntos, que parecem um só?
domingo, 5 de fevereiro de 2012
O rio da vida
- Seja mais generosa com você mesma! - lhe disse Olívia, com seus olhos cheios de ternura e sua vozinha suave e tranquila.
- Mas eu sou generosa comigo mesmo! Isso não quer dizer que eu tenho que aceitar isso que aconteceu! Olha só esse resultado! Isso foi ridículo! Meu Deus, que vergonha! Não acho que eu tenho que me "auto-compadecer" e sim atentar para a realidade de que eu não fui bem, eu cai! - Elisa falava arfando. Estava com raiva. Com muita raiva de si mesma, da vida, do mundo..." Que injustiça! Que droga! Eu sou uma droga!", não parava de pensar.
- Querida, você precisa cair ás vezes. Cair não dói, se você souber como cair. E a gente só aprende como cair quando a gente é generoso e se olha com compaixão. Se você tentou, não importa como, mas se fez qualquer tipo de esforço, e depois caiu, basta você olhar para trás, lembrar que se esforçou; então, a queda foi uma consequência da tentativa...
Elisa já quase não a escutava mais. Olhava ao longe, pela janela. Primeiro viu a rua movimentada, os prédios altos, os carros, as pessoas, o barulho... Depois foi como se transcendesse tudo aquilo e começou a ver somente o céu azul, as folhas verdes batendo, e de repente um silêncio. Elisa fechou os olhos. Elisa chorou. Mas a voz de Olívia parecia retornar à sua mente e ela a ouvia novamente dizendo: " Pense em tudo o que você passou. Veja a sua história como um rio. Observe esse rio, cujas águas vão rolando tranquilas...Não importa que uma pedra perturbe a calmaria do rio, é só um estalo... Olhe por onde essas águas já passaram... Ela era um fiozinho de nada, e foi ganhando volume... Mais água se juntou a ela, virou um rio; o rio atravessou planícies, montanhas, cachoeiras, passou por debaixo da terra. É justo dizer a esse rio, que enfrentou tanta coisa, que ele não vale a pena? Que é um fracasso? Jamais. Olhe para a sua vida, para a sua história como você olha para esse rio... E tenha auto-compaixão."
E Elisa se lembrou de tudo pelo o que passou nos últimos meses. Preocupações, angústias, medos, dores, perdas... Lembrou do quão fragilizado estava o seu coração naquele momento; tão frágil, que até fisicamente ela não estava bem. Não era justo ela pedir tanto á si mesma... As coisas não estavam fáceis, mas ela estava de pé, e isso era muito, era tudo. Ela não podia cobrar mais nada de si mesma. Agora, era só esperar...
- Mas eu sou generosa comigo mesmo! Isso não quer dizer que eu tenho que aceitar isso que aconteceu! Olha só esse resultado! Isso foi ridículo! Meu Deus, que vergonha! Não acho que eu tenho que me "auto-compadecer" e sim atentar para a realidade de que eu não fui bem, eu cai! - Elisa falava arfando. Estava com raiva. Com muita raiva de si mesma, da vida, do mundo..." Que injustiça! Que droga! Eu sou uma droga!", não parava de pensar.
- Querida, você precisa cair ás vezes. Cair não dói, se você souber como cair. E a gente só aprende como cair quando a gente é generoso e se olha com compaixão. Se você tentou, não importa como, mas se fez qualquer tipo de esforço, e depois caiu, basta você olhar para trás, lembrar que se esforçou; então, a queda foi uma consequência da tentativa...
Elisa já quase não a escutava mais. Olhava ao longe, pela janela. Primeiro viu a rua movimentada, os prédios altos, os carros, as pessoas, o barulho... Depois foi como se transcendesse tudo aquilo e começou a ver somente o céu azul, as folhas verdes batendo, e de repente um silêncio. Elisa fechou os olhos. Elisa chorou. Mas a voz de Olívia parecia retornar à sua mente e ela a ouvia novamente dizendo: " Pense em tudo o que você passou. Veja a sua história como um rio. Observe esse rio, cujas águas vão rolando tranquilas...Não importa que uma pedra perturbe a calmaria do rio, é só um estalo... Olhe por onde essas águas já passaram... Ela era um fiozinho de nada, e foi ganhando volume... Mais água se juntou a ela, virou um rio; o rio atravessou planícies, montanhas, cachoeiras, passou por debaixo da terra. É justo dizer a esse rio, que enfrentou tanta coisa, que ele não vale a pena? Que é um fracasso? Jamais. Olhe para a sua vida, para a sua história como você olha para esse rio... E tenha auto-compaixão."
E Elisa se lembrou de tudo pelo o que passou nos últimos meses. Preocupações, angústias, medos, dores, perdas... Lembrou do quão fragilizado estava o seu coração naquele momento; tão frágil, que até fisicamente ela não estava bem. Não era justo ela pedir tanto á si mesma... As coisas não estavam fáceis, mas ela estava de pé, e isso era muito, era tudo. Ela não podia cobrar mais nada de si mesma. Agora, era só esperar...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Iemanjá, se cuida!
Hoje Salvador acordou feliz e está indo adormecer triste e com medo. Iemanjá já vestiu seu colete à prova de balas. Ninguém mais canta na cidade, nada mais é festa; é grito, é medo, é horror.
Mais uma vez, a população baiana fica à mercê dos políticos corruptos que só aparecem na hora do carnaval para dar "tchauzinho" para a Tv e dizer " O Carnaval de Salvador é lindo, fui eu quem fiz". Na hora do caos - não só na segurança pública como está ocorrendo hoje, mas também durante os períodos de chuvas que sempre causam dezenas de desabamentos e mortes - os nossos políticos simplesmente desaparecem, como em um passe de mágicas. Quando muito, aparecem rapidamente dando explicações estapafúrdias e colocando a culpa em terceiros e, "plim", somem de novo!
A atual segurança pública em Salvador é a pior já vista na cidade. Ninguém mais anda nas ruas com paz, com tranquilidade; saímos e voltamos de casa com medo; os jornais locais jorram sangue todos os dias. E por que? Porque a pobreza no Estado da Bahia continua crescendo; porque as oportunidades de educação, saúde de qualidade, e emprego continuam não atendendo à crescente demanda da população; porque faltam policiais e, os que tem, são mal remunerados e trabalham em condições lastimáveis. Ou seja: Salvador é um barril de pólvora e, consequentemente, uma hora explode. Hoje explodiu.
É revoltante sabermos que nossa vida, integridade física e segurança estão entregues nas mãos dos gestores dessa cidade e desse Estado, que estão preocupados apenas com os seus "jogos políticos". Ao mesmo tempo, me revolta assistir uma população que, de tão ignorante, festeja o dia de Iemanjá, muitas vezes alheia ou alienada do caos que está ocorrendo na cidade.
Então eu penso: e se todas as centenas de pessoas que foram fazer oferendas à Iemanjá se reunissem contra o atual governo de Salvador e da Bahia? Alguma coisa ocorreria, sem dúvidas. Mas os políticos se aproveitam da ignorância desse povo para torná-los ainda mais ignorantes e, assim, se manterem no poder.
Daqui a duas semanas será Carnaval e a realidade será exatamente como a que eu vi em uma foto no facebook: o arrastão ocorrerá atrás dos trios elétricos e ninguém mais se lembrará do caos na segurança pública da cidade... Até que um outro ocorra novamente.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Presentinho de Deus
Há quase 16 anos atrás eu recebi um presentinho de Deus. Ela veio embrulhada em uma cestinha com uma fita rosa, tão pequenininha, serena, doce... Eu já a amava muito antes dela nascer.
Ela veio para nós, para mim e para a minha família, repleta de amor, e desde então participou de todos os momentos das nossas vidas. Viajou conosco, conheceu lugares, nadou em mares tranquilos, tomou sol, correu, pulou... Quando a gente chegava em casa, era sempre aquela alegria: ela pulava, pulava, sem cansar! E quando a gente tinha que sair, os olhinhos doces dela nos imploravam para ficar.
Ela gostava de ficar na porta do quarto da minha mãe, mas quando ela não estava, ficava na porta do meu quarto ou no quarto da minha irmã. De manhã cedo ela batia na porta até a gente abrir para ela entrar. Ou então ela pulava na cama como se dissesse: "acorda, acorda, o sol já saiu".
Os aniversários dela foram sempre comemorados; no Natal, ela sempre participava do nosso "amigo secreto"; enquanto a gente almoçava, ela queria comer junto com a gente, e não gostava de ficar sozinha! Ah! E amava pipoca!
Ela só chorava quando a gente tinha que sair e deixá-la sozinha. Fora esses momentos, ela podia estar sofrendo que não chorava. Caiu quase 10 vezes do primeiro andar da minha casa, e sempre saiu vivinha da silva, sem uma fratura!
Nosso presentinho de Deus foi embora hoje. Como um anjinho, Deus a levou para perto dele para ela dar felicidade aos outros espíritos que estão lá. Ela já vinha sofrendo muito, e nenhum espírito de luz merece sofrer.
Ela foi o melhor presente da minha vida, a representação do amor pleno, incondicional, da serenidade, candura, doçura, e fidelidade. Para sempre iremos amá-la. O amor dela continua presente aqui na minha casa.
Para sempre, "MMMMS".
Ela veio para nós, para mim e para a minha família, repleta de amor, e desde então participou de todos os momentos das nossas vidas. Viajou conosco, conheceu lugares, nadou em mares tranquilos, tomou sol, correu, pulou... Quando a gente chegava em casa, era sempre aquela alegria: ela pulava, pulava, sem cansar! E quando a gente tinha que sair, os olhinhos doces dela nos imploravam para ficar.
Ela gostava de ficar na porta do quarto da minha mãe, mas quando ela não estava, ficava na porta do meu quarto ou no quarto da minha irmã. De manhã cedo ela batia na porta até a gente abrir para ela entrar. Ou então ela pulava na cama como se dissesse: "acorda, acorda, o sol já saiu".
Os aniversários dela foram sempre comemorados; no Natal, ela sempre participava do nosso "amigo secreto"; enquanto a gente almoçava, ela queria comer junto com a gente, e não gostava de ficar sozinha! Ah! E amava pipoca!
Ela só chorava quando a gente tinha que sair e deixá-la sozinha. Fora esses momentos, ela podia estar sofrendo que não chorava. Caiu quase 10 vezes do primeiro andar da minha casa, e sempre saiu vivinha da silva, sem uma fratura!
Nosso presentinho de Deus foi embora hoje. Como um anjinho, Deus a levou para perto dele para ela dar felicidade aos outros espíritos que estão lá. Ela já vinha sofrendo muito, e nenhum espírito de luz merece sofrer.
Ela foi o melhor presente da minha vida, a representação do amor pleno, incondicional, da serenidade, candura, doçura, e fidelidade. Para sempre iremos amá-la. O amor dela continua presente aqui na minha casa.
Para sempre, "MMMMS".
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A gotinha da realidade
A vida real às vezes é chata. Fala sério! Muito melhor se a gente pudesse ter uma vida tipo essas de filme americano, com final feliz e tudo mais. O pior é no momento em que começa a cair a ficha de que a vida real está começando e que nossos sonhos hollywoodianos têm que ficar para trás. Nossa, que angústia!
E não adianta viajar, sair da cidade, passar um tempo fora. A vida real te pega, e pega de jeito!
Infelizmente tem gente que não nasceu para a vida real. Eu acho que me incluo um pouco nesse grupo. Como disse alguém que amo muito: "quando a gente nasce pingam uma gotinha da realidade na gente, mas esqueceram de pingar em você". Fato! É por isso que não entendo por quê as pessoas são más, por quê as pessoas boas têm que morrer, por quê não encontraram a cura para várias doenças, por quê a gente sofre por amor, por quê tem gente que passa fome, por quê a gente não pode ser livre para viver e ser o que deseja...
Desculpa se estou sendo pessimista nesse primeiro post do ano. Claro que eu tenho meus sonhos e esperanças para 2012, e espero que todos tenham! Só que é exatamente isso que me angustia: todo mundo começa o ano com promessas e pedidos de paz, mas é só começar janeiro e já tem gente brigando com outro no meio da rua. Ei, cadê a paz que você prometeu?
Não vou terminar esse post com lição de moral, nem com final feliz, muito menos com uma resposta para as minhas perguntas. A vida é assim e pronto- essa é a resposta. O que muda é o modo como vivemos essa vida. "Viver dói, mas cura". Felicidade sempre!
E não adianta viajar, sair da cidade, passar um tempo fora. A vida real te pega, e pega de jeito!
Infelizmente tem gente que não nasceu para a vida real. Eu acho que me incluo um pouco nesse grupo. Como disse alguém que amo muito: "quando a gente nasce pingam uma gotinha da realidade na gente, mas esqueceram de pingar em você". Fato! É por isso que não entendo por quê as pessoas são más, por quê as pessoas boas têm que morrer, por quê não encontraram a cura para várias doenças, por quê a gente sofre por amor, por quê tem gente que passa fome, por quê a gente não pode ser livre para viver e ser o que deseja...
Desculpa se estou sendo pessimista nesse primeiro post do ano. Claro que eu tenho meus sonhos e esperanças para 2012, e espero que todos tenham! Só que é exatamente isso que me angustia: todo mundo começa o ano com promessas e pedidos de paz, mas é só começar janeiro e já tem gente brigando com outro no meio da rua. Ei, cadê a paz que você prometeu?
Não vou terminar esse post com lição de moral, nem com final feliz, muito menos com uma resposta para as minhas perguntas. A vida é assim e pronto- essa é a resposta. O que muda é o modo como vivemos essa vida. "Viver dói, mas cura". Felicidade sempre!
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