Quem disse que viver seria fácil? Ao nascer nós choramos porque sofremos ao abandonar um lugar tão aconchegante e cheio de amor como o ventre materno. No ventre de nossa mãe estamos no nosso ponto de conforto, não precisamos nos esforçar para absolutamente nada: alimento, energia, amor vêm a nós facilmente, enquanto dormimos nosso sono profundo.
Mas aí vem a vida e nos tira da nossa zona de conforto. Do nosso cantinho aconchegante e escuro vislumbramos a luz. E choramos. Choramos porque sair desse local dói mesmo. E durante toda a nossa existência terrena será assim: sofrimento e alegria, dor e prazer. Vamos viver buscando aquela sensação de paz que tínhamos no ventre materno; vivemos procurando outra zona de conforto, seja no trabalho ou na vida pessoal. E o auge ocorre quando encontramos um parceiro que consideramos ideal. Aí nós nos sentimos amados pelo mero fato de existir; nos sentimos belos, poderosos, protegidos. Não precisamos fazer muito porque tudo o que precisamos está alí. Mas aí vem a vida mais uma vez e... Adeus zona de conforto!
Talvez a gente leve a vida inteira para perceber que viver passa longe da zona de conforto. Se a vida de cada um tem um propósito, então jamais viveremos confortavelmente. Porque precisamos crescer. E crescer dói. Mas crescer cura. Só com o crescimento será possível encontrar o verdadeiro conforto.
Sim, o conforto existe. Mas não é isso que todos acreditam. Talvez o conforto seja a aceitação de que a vida não tem conforto! rs! Que a vida é feita de altos e baixos, dor e amor, sofrimento e prazer. Um não vive sem o outro. E as delícias da vida são tão imensas, que o sofrimento se torna irrisório.
Quando aceitamos que alegria e angústia são partes inerentes à vida, quando percebemos que estamos aqui por um propósito maior, tudo fica calmo. O amor vem de dentro, o poder e o alimento vêm da alma. A verdadeira zona de conforto existe quando amarramos nosso cordão umbilical em nós mesmo. Estaremos confortáveis sendo quem somos e vivendo o que há para viver porque isso é vida. Não há necessidade de se preocupar.
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