quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Amor em gotas

O amor precisa ser dosado.
Doses homeopáticas.
Uma gota um dia. Outra, amanhã.
E está bom.

Meu amor é como um oceano,
uma avalanche de água.
Inunda minha alma,
mas não pode passar de mim.

Então deixo que me inunde
e me dê prazer.
Mas vai chegando próximo à você
e preciso parar...

Doses homeopáticas, me lembro.
E sorrio, como se fosse natural.
Mas não é.

Meu amor precisa ser dito,
gritado, sentido, cantado,
poetizado...
Ele se esparrama no abraço,
no beijo, no agarro...
E aí sou feliz.

Doses homeopáticas.
Respiro fundo.
Digo 'eu te amo', abraço,
beijo, agarro.
Mas pouco.
Controlo.
E sigo.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Não somos uma bunda, queridas!

Sim.Estou pirada, puta, nervosa... Como (quase) toda mulher consegue ser! rs!

E isso porque estou CANSADA do padrão global (ou hollywoodiano, tanto faz) que a sociedade tenta nos impor, que os meios de comunicação tentam nos impor, que os nosso homens idealizam, e que NÓS ACEITAMOS E TENTAMOS, A QUALQUER CUSTO, SEGUIR.

Meu, se liga, EU NÃO SOU UMA BUNDA! E nem um peito, e nem uma barriga tanquinho. Não sou uma máquina de sexo, e nem um cabelo liso esvoaçante, e não sou sensual o tempo inteiro. Não estou em casa usando lingerie da victoria secrets enquanto espero meu marido chegar.

É um saco isso! As novelas da globo (adoro novelas, mas esse estereótipo está me matando) mostram o que nós mulheres deveríamos ser: o corpo da Flávia Alessandra, com a sensualidade da Cléo Pires ou da Juliana Paes. Nada contra elas, ao contrário, as acho fantásticas e lindas, mas eu não sou essas mulheres! E quer saber? Também não quero ser! Ah! E é óbvio que no dia a dia elas vão ao banheiro, fazem número 2, soltam pum e não são uma máquina de fazer sexo!

Eu gostaria de ter uma bunda maior, uma barriga tanque e ser mais sensual? Talvez. Mas não estou com a menor vontade de me matar para ser desse jeito, não quero perder minha personalidade e meu jeito de ser para tentar ser qualquer coisa que não seja EU MESMA!

Fico puta quando penso o quanto as nossas antecessoras sofreram e lutaram para serem reconhecidas e terem a sua liberdade, e agora vem um monte de menininha sem p**** nenhuma na cabeça fazendo de tudo para serem objeto sexual de um monte de homem... Acabando com quem realmente são ou com quem realmente poderiam ser... Chato, muito chato tudo isso. E fora as outras mulheres que pressionam umas às outras para seguirem esse modelo! Se você não segue, você está fora, totalmente fora da sociedade! Você é um ET, com um E e um T bem grande!

Bom, esse post foi só um desabafo!


Aí o que eles querem... Cabe a você não ser uma bunda!

#PRONTOFALEI


Mulheres, mulheres....Sutiãs à parte.


Mulheres 
solitárias porque querem. 
Escolhem a profissão e o marido 
e assim são felizes. 
Até o dia em que eles saem de casa, 
às vezes só para espairecer,  
e te deixam só. 
Sem aviso,sem preparo.

As outras mulheres com seus maridos  
ou no trabalho 
também vivem de solidão.  
E não há mais ninguém 
com quem compartilhar 
a fertilidade do nosso íntimo, 
infinito particular.

Se ele volta, 
o sorriso vem. 
Se ele demora, 
ou te ignora,
é só derrota.
Quando vamos aprender? 
Pense em você.  
E pensar em você 
exclui a parte em que você e ele são um só...

Queimamos sutiãs, 
mas o que fica escondido dentro deles 
continua preso a um homem... 
Liberdade!!!

Liberdade!!!

quarta-feira, 6 de março de 2013

O imponderável da vida

O imponderável da vida.... A impermanência... Por que as pessoas morrem? Por que certas pessoas são quase arrancadas da vida sem terem, ao menos, a chance de se despedir, de se preparar? Qual a razão de viver e morrer sem ter experimentado tudo o que a vida oferece? Para quê o prazer de vivenciar o nascer e o pôr do sol, se no dia seguinte seremos apagados desse mundo, sem levar lembranças? Qual a razão? Por que estamos aqui mesmo?

Não entendo certas coisas. Na verdade, certas coisas não podem ser entendidas. Talvez porque não exista razão, talvez porque ainda não estejamos preparados para saber a razão.

Poderíamos encarar a vida de forma mecânica. Somos seres vivos, aglomerados de células que formam moléculas, que formam tecidos, que se especializam e formam orgãos... Tudo simplesmente científico. Vivemos porque esse grande organismo funciona, nosso coração bate, e inspiramos oxigênio e liberamos CO2. Nossos sentimentos e emoções nada mais seriam do que o fato de sermos seres sapientes, que "sabemos que sabemos", de modo que podemos refletir sobre nós mesmos. Seria mais fácil se fosse assim. Seria? No momento em que o ar parasse de entrar, e o coração de bater, desligamos e pronto. Mas não é fácil.

Não é fácil porque sentimos. A ciência não explica o sentimento. As sinapses não são suficientes para explicar o sofrimento, o amor, a tristeza, o medo. Sentimos quando estamos perto de ir embora, sentimos quando alguém está perto de ir embora. Sentimos dor. O mundo é tão belo, a vida é tão bela, as pessoas são tão amadas por nós. E vamos embora sem levar nada conosco. O mundo, a vida, as pessoas, tudo isso permanece (ao menos por um tempo), mas nós vamos. E não levamos lembranças, nem a sensação de estar vivo, de ver o pôr do sol ou olhar para o mar. Nossos olhos se fecham e não há mais nada.

Vivo na esperança de que exista um outro plano. Um plano espiritual, ou qualquer outra coisa, que ao menos abrigue esse pedaço de nós que chamamos de alma. Se a alma permanece, temos esperança. As coisas não acabam. Se transformam. Quero poder ir embora um dia e saber que ainda conversarei com os meus parentes, minha mãe, meu pai. Que um dia nos encontraremos. Poder vivenciar novos sabores, novas experiências. Será que nesse plano existe um arco íris em que podemos escorregar? Ou um lago feito de chocolate? E o sol poderá nascer cada dia de uma cor? Ou se nada disso existir, que seja ao menos tão bonito como o Universo em que vivemos...

Que possamos saborear e mergulhar no infinito que temos hoje, independente do tamanho desse infinito - como diria, talvez, Jhon Green,

Termino esse amontoado de pensamentos e esperanças com a frase de Green: "talvez o Universo queira apenas ser percebido".

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sem palavras e sem gosto.

No meio da aula,
no meio da rua,
no meio da comida,
seu nome me chama.

Meu coração se aperta
e entre as letras frias do meu caderno,
digito seu nome.

As ruas me remetem aos nossos planos,
se você está pensando em mim,
não posso saber.

Se o gosto da sua comida
te lembra o meu gosto doce -
ou salgado - coisa que não sei

Não quero letras,
não quero sonhos,
não quero gostos.
Só os quero se acompanhados
de você.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Ode à liberdade 1

Liberte-me
Ame- me
Alegre-me
Goze-me
Abrace-me

Liberto-me
Amo-me
Alegro-me
Gozo-me
Abraço-me

Você,
Eu,
Nós Dois,
Cada Um,
Sozinhos,
Juntos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sejamos valentes!

2013... Bem vindo! Início de ano é tempo para nos inspirarmos! Inspiração para ser quem somos e quem queremos ser, para fazer o que desejamos e realizar nossos sonhos! Adoro me inspirar...
Bom, desde o finzinho de 2012 e agora, já nos primeiros passos de 2013, encontrei algumas coisas muito legais que me fizeram sorrir, sonhar e acender aquela luzinha lá dentro de mim. Indico, então, 2 filmes: Detona Ralph e Valente.

O primeiro está nos cinemas e fala sobre amizade, destino, essência e coragem. Para mim, falou que não importa os rótulos que nos colocam, o importante é quem nós verdadeiramente somos - e precisamos saber e confiar nisso! E para ser quem nós somos, para seguir o nosso verdadeiro "eu" é necessário muita coragem!

O segundo eu acabei de assistir em dvd e amei! Primeiro porque trata de uma princesa diferente, ou seja, normal, como qualquer uma de nós! Essa princesa luta para que ela mesmo possa fazer o seu destino. Coragem, valentia... Precisamos ser valentes para lutar por aquilo que está dentro do nosso coração. Amei!


Escrevendo esse post, acabei de receber uma ligação: uma grande amiga acaba de realizar um grande sonho. Antes de ser vitoriosa, ela é uma lutadora, corajosa, valente. Ela escolheu o seu próprio destino, e lutou muito para conquistá-lo, mesmo enfrentando todas as adversidades que a vida lhe impôs. Estou feliz, radiante por ela!

Assim como esse, também tenho outro exemplo de coragem e determinação bem pertinho de mim... Felicidade e orgulho são alguns dos sentimentos que eu tenho quando penso nesse outro caso.

Coincidência ou não, o que a vida está me mostrando é a importância da coragem e valentia para conquistar meus sonhos e minha felicidade. Coragem e valentia que todos nós devemos e precisamos ter todos os dias. O que a história da minha amiga me mostra é que não é só nos filmes que os personagens conquistam o que sonham; na vida real isso também acontece. E assim como nos filmes, temos obstáculos reais para vencer... Mas no final podemos conseguir!


Um grande 2013 para todos!