segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Natal: um presente

Ela estava sentada esperando o momento da ceia. No canto da sua cama, olhava para o céu. Já tinha colocado o seu sapatinho na janela e faltavam poucos minutos para a meia noite.  "Tomara que a ceia não demore, para que eu possa estar aqui    quando ele passar", pensou. 
Ouviu um barulho de pratos batendo na mesa, era a ceia chegando. Na mesa o famoso Peru de Natal, arroz feito pela vovó, farofa, chester... Comida suficiente para aquela família toda. Não sentia fome; a ansiedade a deixava enjoada. Mas foi obrigada a comer pela mãe. 
Antes de qualquer coisa, contudo, rezaram. Todos se juntaram ao redor da mesa, formaram um círculo, deram as mãos. A vovó puxou o Pai Nosso e a AVe Maria, que todos acompanharam em uma só voz. Ao final, cada um permaneceu em silêncio para agradecer a Deus pela vida e por estarem juntos. 
O relógio da parede tocou: meia noite. Todos saíram correndo até a janela para observar o céu: uma estrela cadente passou radiante. " Ele chegou!",ela gritou feliz! O seu sapatinho já não estava mais na janela,sinal que o presente já havia chegado. Vasculhou a casa toda até encontrar um embrulho embaixo de uma das camas. Desembrulhou com tanta rapidez que em poucos segundos já tinha o seu pedido em mãos. Segurou forte e apertou contra o peito, agradecendo. Correu para ver o que os outros haviam ganhado.  
Algumas horas depois, foram todos dormir. Eram muitos dentro da mesma casa, então se amontoaram no chão em cima de colchonetes. Ela deitou entre seus pais, observou se sua irmã estava ali. Todos estavam ali, juntos, seguros, protegidos. E ai ela entendeu o motivo de toda aquela festa...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Chorar por nada

O que a gente faz quando dá vontade de chorar? A gente chora. Uns de porta fechada, passada a sete chaves. Outros encolhidos no chão do banheiro. Outros deixam a água dos olhos molharem a fronha do travesseiro. Mas choramos. Choramos porque alguém que nós amamos foi embora, ou então porque esse alguém não nos ama mais como gostaríamos. Choramos porque brigamos com alguém importante, porque perdemos um emprego ou porque ele ainda não apareceu. Choramos porque o nosso time perdeu, porque cortamos o dedo, porque vimos uma cena triste ou bonita no cinema. Mas há vezes em que choramos por nada. Nossa família está bem, o coração anda ok, o emprego vai bem, o time foi campeão, o dedo está no lugar e o filme nos fez rir. Mas ainda assim,choramos. Bate uma angustiazinha, uma dor no peito e as lágrimas caem. E ao molharem nossa boca, elas nos aliviam. E então estamos prontos para batalhar de novo. Simples. Às vezes precisamos de um cafuné também, ou de um banho quente, mas tudo fica bem.
Qual o problema em precisar chorar sem motivo? Isso não significa que não damos valor a tudo de bom que temos. Mas é que as coisas às vezes pesam mesmo, é muita informação e pouco conhecimento, muita notícia ruim para tanta sede de bondade,são muitas escolhas,muitos caminhos... Qual o problema em dar uma choradinha? Se isso aliviar e não virar rotina, tudo bem! 
Uma vez, quando eu era criança, li um livrinho em que a personagem principal dizia que ás vezes dava vontade de abrir a torneira, chorar um pouco e pronto.Depois a gente agradece por termos chorado por nada, por estarmos bem e oramos para que Deus tenha compaixão daqueles que choram por motivos graves. 
Essa vida de pop star e de baladas que as pessoas fazem questão de dizer que têm, não existe. Todo mundo tem problema, maior ou menor, mas tem. Então, se sentir vontade, abra sua torneira, esvazie o tanque e se renove para continuar seguindo em frente! 

Complicações masculinas

Os homens gostam de complicar. Ou melhor, eles gostam de nos deixar inseguras. Qual a dificuldade em ligar no dia seguinte? E se não vai ligar, não pede o telefone, poxa! Por acaso nós usamos um cartaz pendurado no pescoço dizendo: "pegue meu telefone?"Tudo bem que algumas meninas nem precisam ter esse cartaz no pescoço para o cara se sentir intimado a pedir o telefone, mas ainda assim: antes não ter expectativas do que criá- las em vão! 
Outra coisa: cuidado com os comentários do tipo: "quero ficar sozinho hoje" ou "a gente não se desgrudou essa semana, hein?" Primeiro: se você quer ficar sozinho, avise a sua namorada que a ama muito, a cubra de beijos e declarações e explique o motivo. Se o motivo for problemas no namoro, também explique a ela que quer pensar. Chega da covardia masculina de não querer falar o que realmente sente! E se você e sua namorada não se desgrudaram a semana toda, pode ser porque você mesmo quis, e não somente ela, hein cara pálida? 
Depois nós mulheres é que complicamos! Na verdade nós, mulheres, descomplicamos o que vocês, homens, adoram complicar: sentimentos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mais uma vez: amor!

Eu amo casamentos. Não adianta falarem do aumento do número de divórcios e dos constantes rompimentos de longos relacionamentos; em um mundo que está imerso no caos, o amor sempre será a salvação.
Não importa se o casamento é civil, religioso, ou o lugar onde ele é realizado. Quando duas pessoas se amam, qualquer ambiente é tomado por uma áurea de felicidade, de paz, e benção divina.
Ontem presenciei a bela cena de um noivo chorando. Sim, me emocionei em vê-lo. E sim, exemplos como esses me fazem acreditar no amor verdadeiro, em pessoas que se casam porque desejam verdadeiramente viver juntos e construir algo muito maior a partir desse sentimento.
A noiva entrou sorridente no local, seguindo em direção ao seu amado que estava a esperando no altar. Nesse momento, olhei para o cenário do casamento, de onde podia se ver o encontro do azul do céu com o azul do mar, os dois se tocando e tornando os seus infinitos ainda maiores. Infinitos como são os amores verdadeiros.
Sou piegas e brega. Sou sim, e com muito orgulho. Não sei se a culpa é da Disney com suas histórias de princesas, ou se a culpa é da minha mãe que contava essas histórias para mim. Eu acredito no amor; ou mais: eu acredito no encontro de almas.
Talvez o mundo esteja um caos exatamente porque as pessoas não estão dando oportunidade para o amor, qualquer que seja esse amor. As pessoas não acreditam mais nesse encontro divino e lançam suas frustrações em suas vidas e no mundo inteiro.
Viva aos que acreditam; viva aos que se permitem sentir, viver e ser amor! As belezas e maravilhas do mundo são resultados daqueles que amam, pois "só o amor constrói".

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mulheres que falam demais

Queridos amigos do sexo masculino, infelizmente sou obrigada a concordar com vocês quando dizem que nós, mulheres, falamos demais. Contudo, isso não significa que nossas palavras não tenham sentido ou importância, é claro. Na verdade, vocês homens é que ouvem de menos! 
Discussões sexistas à parte, o fato é que eu conheci dias atrás uma garota que falava tanto, tanto, que eu duvido que existam outras garotas que falam tanto como ela!
Estava sentada no secador do salão de beleza, fazendo uma bela hidratação nas minhas madeixas, quando comecei a ouvir uma avalanche de palavras ao meu lado. O salão onde eu estava é daquele tipo em que há uma fileira de cadeiras com vários secadores, então a posição onde eu estava era altamente favorável para ouvir o ataque verborrágico da cliente ao lado. O pior é que ela não estava brigando nem discutindo com o namorado no telefone - se fosse esse caso, seria altamente compreensível o modo como ela estava falando. Mas não. Ela estava tão somente contando um caso após o outro para a amiga dela que estava ao seu lado. Uma das histórias que eu consegui captar era mais ou menos assim (vou tentar reproduzir como se ela estivesse falando):
- Menina eu estava no carnaval começou a cair um toró e nada do táxi passar eu estava desistindo de pegar o táxi e quase estava indo a pé o pior é que nessa hora passou o Pedrinhoomeupaquera com a peguete dele do lado e eu morrendo de raiva não queria que ele me visse naquela situação toda molhada com a cara acabada a maquiagem derretendo e sem ter como voltar para casa na hora me deu vontade de descontar tudo em cima da peguete dele mas claro que eu não ia fazer isso né mas que absurdo ele ficar passando com essa menina na minha frente ele sabe que eu sou loucaapaixonadacaídadequatroporele e ele fica fazendo isso depois de tudo que a gente passou junto eu jamais faria isso com ele me deu uma raiva e uma vontade de chorar mas eu me controlei eu não consigo esquecer ele mesmo depois disso não tem jeito mas aí passou um táxi todo quebrado do ano de 1950 de tão velho mas eu peguei mesmo assim porque não podia ficar ali naquela situação aí fui até em casa com esse táxi mas ele era tão velho que era mais fácil eu soltar do carro e carregá-lo em cima da minha cabeça porque acho que assim ele andaria mais rápido quando cheguei em casa eu tive vontade de dar todo o meu dinheiro para o taxista comprar um carro novo mas o pior foi no outro dia... 

Agora, tente ler toda a história acima sem respirar. Foi exatamente isso que ela fez. Fiquei tão impressionada com a capacidade dela de falar sem respirar que pensei no desperdício dela não participar de um campeonato do tipo "quem fica mais tempo sem respirar embaixo d'água". Eu apostaria todas as minhas fichas que ela ganharia. O mais incrível era a capacidade dela de emendar uma história atrás da outra, sem respirar, e continuar falando assim por horas a fio. 
O pior é que só de ouvi-la me dava uma falta de ar! Se eu respirasse eu ia perder algum detalhe da história dela - gente, eu não sou abelhuda, só estava impressionada com a garota ao meu lado!
Depois dessa, da próxima vez que meu namorado reclamar que eu falo demais, eu vou levá-lo até o salão e colocá-lo por 30 minutinhos ao lado dessa garota. Tenho certeza que será um tratamento de choque! Ele vai até me pedir para falar mais depois disso, e vai dar "graças a Deus" por eu falar tão pouquinho!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um dia estaremos vivos apenas em fotos.
Nosso riso se transformará em uma imagem em duas dimensões.
Nossa felicidade será um retrato empoeirado em um álbum velho.
Talvez não se lembrem de todos os nossos nomes.
Ninguém saberá o assunto da nossa conversa, ou o motivo da nossa festa.
Os detalhes da nossa história se perderão com o vento.

Cadê o movimento ? A bagunça? O auê ?
Estaremos estáticos no retrato.
Nossas cores vivas estarão desgastadas, sem cor.
Nosso amor, onde estará ?

O amor estará percorrendo o sangue daqueles que sobrevieram.
Não saberão, mas a felicidade deles resultará da nossa.

A nossa casa, o nosso jardim, o nosso sofá.
O calor incandescente, o banho de mangueira,
a bacia com água que vira piscina.
Onde estará ?

Em cada peça há um risco, um rasgo, um traço,
uma memória.
Memória que se dispersa com o vento, e que se desfaz
como areia.

Mas se o riso é amor, a festa é amor, a conversa é amor,
a bagunça, a cor, a casa, o jardim, o sofá,
o risco, o rasgo, o traço
são todos amor
Então ele entranhará nas veias dos novos
e reviveremos através deles.

O lugar onde o seu coração está.

O nosso lar é aquele onde o nosso coração se encontra. Não importa qual o ambiente, a cidade ou o país. É a felicidade e a paz que o lugar traz que torna aquele ambiente um verdadeiro lar.
Posso dizer que eu tenho dois lares. Um onde eu moro, onde estão pessoas que amo e que tornam o meu cotidiano feliz. O outro onde mora minha família. Lá eu me sinto completa, inteira. É como se o pedaço que faltava em mim se encaixasse quando estou lá. Gosto de ouvir a voz das pessoas, ver o seu modo de ser, rir das piadas, das gracinhas, das maluquices... Abraçar, beijar, contemplar cada um.
Cada família é especial quando se tem amor. A minha é mais que especial pois tem amor transbordando. E amor transbordando nunca é demais.
É claro que há brigas, conflitos, como em qualquer família que se preze! E nesses momentos sinto falta do meu espaço...Mas nada que não se resolva com um bom churrasco e uma boa risada.
Família é o espaço onde aprendemos a conviver e aceitar as diferenças, onde podemos exercitar nosso "jogo de cintura", onde podemos ser mais tolerantes e pacientes. As pessoas podem até nos criticar ou não nos entender, podemos ser "rotulados" - e essa parte é chata mesmo! - mas independente de qualquer coisa, todos se amam. Uns demonstram mais, outros menos, mas há amor. Porque só é família se há amor.
Por isso, quando eu me refiro a "família" não me refiro apenas à família biológica ou de sangue. Me refiro, sim, a qualquer conjunto de pessoas onde exista amor e ao lado de qual a gente se sente em casa, inteiro, em paz.
Desejo que neste final de ano todos possam em algum momento estar com a sua família. E caso não seja possível, que os corações se unam através do pensamento.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As coisas que não aconteceram podem ser as melhores!

O sonho de Tati era passar no concurso para a Marinha. Não passou. Resolveu viajar para o Rio de Janeiro para afogar as mágoas e acabou encontrando o seu grande amor. Estão casados há 26 anos.
Júlia queria entrar na faculdade de arquitetura. Não conseguiu e acabou estudando jornalismo. Atualmente é uma excelente escritora e não se imagina fazendo qualquer outra coisa na vida!
Pedro queria estudar nos EUA. Não foi admitido na Universidade norte-americana que desejava e foi estudar no Canadá. Estudou, conseguiu o emprego dos seus sonhos e não pensa em ir embora do Canadá tão cedo.
Letícia queria ser professora de Ciências. Por 3 décimos não entrou no mestrado. Enquanto estava estudando para a prova, começou a aprender yoga. Hoje é professora, reconhecida, e até já publicou livros. É apaixonada pelo que faz e agradece pelos 3 décimos a menos!
Ás vezes as melhores coisas que ocorrem na nossa vida são exatamente aquelas que não nos acontecem.Lí isso no último livro da Martha Medeiros e concordo plenamente. Pensem bem: todos nós já passamos por situações em que desejávamos muito que algo ocoresse, mas como não aconteceu, acabamos tomando um outro rumo, e é por isso que estamos aqui hoje.
Acredito verdadeiramente que as coisas ocorrem exatamente como e quando elas devem ocorrer. Quando algo não dá certo, é porque outras coisa muito melhor vai acontecer, pode anotar!
Cada um faz o seu próprio destino e escolhe qual rumo quer tomar, mas a vida surpreende e, mesmo que naquele momento possa ser incompreensível, depois é só olhar para trás e ver que tudo aconteceu exatamente como deveria. A vida é incrível e inexplicável; basta viver para ver.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Criança esperta!

Acreditem: não se fazem mais homens como antigamente!
Bom, eu estava chegando feliz da vida no Rio de Janeiro; minhas priminhas amadas foram me pegar com a minha mãe no aeroporto e até aí, tudo bem. Entrei no carro e a mais velha, de 10 anos, disse que a irmãzinha tinha um segredo para me contar.  Fiquei logo curiosa! " Me conta, me conta!" Ela ficou morrendo de vergonha, disse que era um segredo e não podia me contar. Mas a mais velha revelou: " Ah, todo mundo já sabe! Meu avô, a tia...". Resumindo: o segredo já era do conhecimento da família toda! Mas a pequena insistia: " É segredo!". Vai entender os segredos das crianças... Depois de muito exitar, ela tampou os ouvidos e disse que a mais velha poderia me contar : " O namorado dela a convidou para ir para o show do Luan Santana!"
Para tudo, gente! Como assim "namorado"? E como assim um menino de 7 anos tomou a iniciativa de convidá-la para ir a um show? Tem muita mulher acima dos 20 louca para que o paquera acima dos 20 a convide simplesmente para ir na padaria da esquina, quanto mais ir a um show!
Eu quis logo saber: " Como é esse namoro? É só de pegar na mão, né?". A mais velha, como sempre falante, respondeu: " Ah, nem pegar na mão! Tem vezes que ela nem fala com ele! Mas ele compra presente para ela toda vez que vai no shopping, e já chama a minha mãe de sogra". A de 7 aninhos só fazia dar risada!
Fato é que esse menino deve ser analisado pela ciência: convidando-a para sair, chamando a minha tia de sogra? Eu penei 10 meses para receber o primeiro telefonema do meu namorado!
Analisando mais profundamente a situação, entendi melhor e liguei os pontos: minha prima, no alto dos seus 7 anos, já sabe o que fazer para fisgar um garoto: se fazer de difícil! Não que ela aja assim conscientemente, mas já tem dentro de sí a coerência de uma menina poderosa: não pode dar mole, senão o pretendente sai correndo!
Minha priminha comprovou o que muita amiga minha não aprendeu até hoje! Não me chamem de exagerada, porque os fatos comprovam que a "estratégia" dá certo! Como dizem os sábios: precisamos aprender mais com as crianças. Ah! E não posso negar que estou orgulhosa da minha prima!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quatro opções para quem não sabe o que fazer!

Me empolguei com o post anterior e resolvi fazer uma lista para os "recém formados que não têm o que fazer". Portanto, amigos, não se desesperem! Aí vai uma listinha com possíveis atividades remuneradas nas quais podemos investir, já que a vida no Direito está difícil.

1. Se alistar no exército - acreditem, sempre quis fazer uma tatuagem, mas nunca fiz exatamente porque penso: se tudo der errado, eu entro no exército! Lá eu não passo fome, nem frio, e ainda ganho um dinheirinho razoável. Ah! E estarei servindo á Pátria!

2. Virar cantor (a) - na verdade essa era minha opção nº 1. Como nasci uma artista completa, exceto pelo fato de eu não ter voz para cantar, resolvi guardar essa opção e considerá-la a número 2. Mas com tantos cantores aparecendo aí, com letras de músicas que até a minha priminha de 5 anos faz melhor, eu acho que ainda tenho chance. Se vc é extrovertido, tem presença de palco e um pouco de cara de pau, quem sabe não dá para investir?

3. Participar do BBB-12- essa opção não é para mim. Com certeza eu não ia durar muito tempo dentro da casa! Mas se você for "gostosinha (o)", ou se o seu sonho for se tornar uma celebridade, ou se simplesmente quer ganhar 1 milhão de reais, quem sabe essa não é uma boa oportunidade?

4. Virar hippie em alguma das praias da linha verde ou na Chapada Diamantina - eu sempre achei que hippie morria de fome, até a minha última viagem para Lençóis. Eu e meus amigos estávamos sentados na praça quando uma hippie chegou, deu 3 voltas em um pedaço de arame, disse para minha amiga que era um anel e ganhou metade da lata de cerveja gelada do meu amigo. Claro que a hippie queria que meu amigo comprasse uma lata inteira para ela, mas como ele, obviamente, se recusou, ela aceitou metade da lata e passou o resto da noite feliz da vida dançando forró. Bom, pode não ganhar dinheiro, mas pelo menos é possível dançar forró feliz enquanto toma uma.

Bom, essas 4 opções servem para quase todo mundo! Eu ainda não descartei a possibilidade de virar professora de yoga ou de dança - temos que apostar em todos os nossos potenciais! Mas é claro que eu desejo que todo mundo que está nessa situação consiga conquistar seus objetivos - seja no Direito ou não.

Às vezes queremos tanto e precisamos de tão pouco... Vamos pensar no que realmente precisamos para viver e curtir essa fase... Deixo para vocês um dos meus lemas: "Viver dói, mas cura". Crescer também dói, mas cura.

O fim, o início, o início do fim ou o que preferir

Terminou a faculdade! Após 5 longos anos estudando Direito - e mais precisamente, após passar o último ano me matando para estudar 8 matérias e escrever uma monografia - consegui concluir o curso. Claro, ainda falta a temível banca de monografia, o recebimento do diploma etc etc, mas o fato é que estou formada! 
O mais irônico de tudo isso é que de tanto pedir para o ano letivo terminar, ele terminou e o que eu senti ? Nada. Exatamente isso: o primeiro sentimento que me veio foi um vazio imenso... Nossa meu 1º dia sem ter o que fazer - afinal não estou trabalhando - foi um horror! Me senti inquieta, nervosa, angustiada... Pensava: "e agora? E se meus planos não derem certo - só tenho o plano A até agora - o que eu vou fazer? Ah, não quero ficar sem fazer nada! Ai que tédio! E agora, e agora e agora? ". Desabei no choro.
Engraçado que a descrição mais realista desse momento, e ao mesmo tempo a mais pessimista, foi a que li no facebook de uma colega. Ela postou a foto dela com a turma da faculdade no último dia de prova e adicionou a seguinte descrição embaixo: " Enfim, desempregados!". Na hora que eu li dei muita risada, mas é aquela velha história: é melhor rir para não chorar.
No outro dia, soube que algumas colegas minhas estavam se sentindo como eu. Conversando com uma amiga esse final de semana, descobri que quase 90% dos recém formados se sentem assim, especialmente se eles não sabem qual rumo seguir - e esse é "quase" o meu caso...
Bom, não posso negar que é confortante saber que outras pessoas sentem o mesmo que eu! Não estamos sós, amigos! 
O bom de tudo isso: podemos unir nossas angústias e sair para dar risada! Ou podemos montar um blog e ficar escrevendo sobre esse momento até encontrarmos um emprego decente. Eu optei pelas 2 coisas e outras coisitas mais. Sair com quem amo, dar risada, pegar sol, viajar, sair muito, ler o que eu quero e na hora que eu quero e montar um blog para escrever o que me der na telha. Espero que isso dure pouco - quem diria que eu estaria dizendo isso - ou seja, até eu conseguir um emprego que eu ame!