quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Criança esperta!

Acreditem: não se fazem mais homens como antigamente!
Bom, eu estava chegando feliz da vida no Rio de Janeiro; minhas priminhas amadas foram me pegar com a minha mãe no aeroporto e até aí, tudo bem. Entrei no carro e a mais velha, de 10 anos, disse que a irmãzinha tinha um segredo para me contar.  Fiquei logo curiosa! " Me conta, me conta!" Ela ficou morrendo de vergonha, disse que era um segredo e não podia me contar. Mas a mais velha revelou: " Ah, todo mundo já sabe! Meu avô, a tia...". Resumindo: o segredo já era do conhecimento da família toda! Mas a pequena insistia: " É segredo!". Vai entender os segredos das crianças... Depois de muito exitar, ela tampou os ouvidos e disse que a mais velha poderia me contar : " O namorado dela a convidou para ir para o show do Luan Santana!"
Para tudo, gente! Como assim "namorado"? E como assim um menino de 7 anos tomou a iniciativa de convidá-la para ir a um show? Tem muita mulher acima dos 20 louca para que o paquera acima dos 20 a convide simplesmente para ir na padaria da esquina, quanto mais ir a um show!
Eu quis logo saber: " Como é esse namoro? É só de pegar na mão, né?". A mais velha, como sempre falante, respondeu: " Ah, nem pegar na mão! Tem vezes que ela nem fala com ele! Mas ele compra presente para ela toda vez que vai no shopping, e já chama a minha mãe de sogra". A de 7 aninhos só fazia dar risada!
Fato é que esse menino deve ser analisado pela ciência: convidando-a para sair, chamando a minha tia de sogra? Eu penei 10 meses para receber o primeiro telefonema do meu namorado!
Analisando mais profundamente a situação, entendi melhor e liguei os pontos: minha prima, no alto dos seus 7 anos, já sabe o que fazer para fisgar um garoto: se fazer de difícil! Não que ela aja assim conscientemente, mas já tem dentro de sí a coerência de uma menina poderosa: não pode dar mole, senão o pretendente sai correndo!
Minha priminha comprovou o que muita amiga minha não aprendeu até hoje! Não me chamem de exagerada, porque os fatos comprovam que a "estratégia" dá certo! Como dizem os sábios: precisamos aprender mais com as crianças. Ah! E não posso negar que estou orgulhosa da minha prima!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quatro opções para quem não sabe o que fazer!

Me empolguei com o post anterior e resolvi fazer uma lista para os "recém formados que não têm o que fazer". Portanto, amigos, não se desesperem! Aí vai uma listinha com possíveis atividades remuneradas nas quais podemos investir, já que a vida no Direito está difícil.

1. Se alistar no exército - acreditem, sempre quis fazer uma tatuagem, mas nunca fiz exatamente porque penso: se tudo der errado, eu entro no exército! Lá eu não passo fome, nem frio, e ainda ganho um dinheirinho razoável. Ah! E estarei servindo á Pátria!

2. Virar cantor (a) - na verdade essa era minha opção nº 1. Como nasci uma artista completa, exceto pelo fato de eu não ter voz para cantar, resolvi guardar essa opção e considerá-la a número 2. Mas com tantos cantores aparecendo aí, com letras de músicas que até a minha priminha de 5 anos faz melhor, eu acho que ainda tenho chance. Se vc é extrovertido, tem presença de palco e um pouco de cara de pau, quem sabe não dá para investir?

3. Participar do BBB-12- essa opção não é para mim. Com certeza eu não ia durar muito tempo dentro da casa! Mas se você for "gostosinha (o)", ou se o seu sonho for se tornar uma celebridade, ou se simplesmente quer ganhar 1 milhão de reais, quem sabe essa não é uma boa oportunidade?

4. Virar hippie em alguma das praias da linha verde ou na Chapada Diamantina - eu sempre achei que hippie morria de fome, até a minha última viagem para Lençóis. Eu e meus amigos estávamos sentados na praça quando uma hippie chegou, deu 3 voltas em um pedaço de arame, disse para minha amiga que era um anel e ganhou metade da lata de cerveja gelada do meu amigo. Claro que a hippie queria que meu amigo comprasse uma lata inteira para ela, mas como ele, obviamente, se recusou, ela aceitou metade da lata e passou o resto da noite feliz da vida dançando forró. Bom, pode não ganhar dinheiro, mas pelo menos é possível dançar forró feliz enquanto toma uma.

Bom, essas 4 opções servem para quase todo mundo! Eu ainda não descartei a possibilidade de virar professora de yoga ou de dança - temos que apostar em todos os nossos potenciais! Mas é claro que eu desejo que todo mundo que está nessa situação consiga conquistar seus objetivos - seja no Direito ou não.

Às vezes queremos tanto e precisamos de tão pouco... Vamos pensar no que realmente precisamos para viver e curtir essa fase... Deixo para vocês um dos meus lemas: "Viver dói, mas cura". Crescer também dói, mas cura.

O fim, o início, o início do fim ou o que preferir

Terminou a faculdade! Após 5 longos anos estudando Direito - e mais precisamente, após passar o último ano me matando para estudar 8 matérias e escrever uma monografia - consegui concluir o curso. Claro, ainda falta a temível banca de monografia, o recebimento do diploma etc etc, mas o fato é que estou formada! 
O mais irônico de tudo isso é que de tanto pedir para o ano letivo terminar, ele terminou e o que eu senti ? Nada. Exatamente isso: o primeiro sentimento que me veio foi um vazio imenso... Nossa meu 1º dia sem ter o que fazer - afinal não estou trabalhando - foi um horror! Me senti inquieta, nervosa, angustiada... Pensava: "e agora? E se meus planos não derem certo - só tenho o plano A até agora - o que eu vou fazer? Ah, não quero ficar sem fazer nada! Ai que tédio! E agora, e agora e agora? ". Desabei no choro.
Engraçado que a descrição mais realista desse momento, e ao mesmo tempo a mais pessimista, foi a que li no facebook de uma colega. Ela postou a foto dela com a turma da faculdade no último dia de prova e adicionou a seguinte descrição embaixo: " Enfim, desempregados!". Na hora que eu li dei muita risada, mas é aquela velha história: é melhor rir para não chorar.
No outro dia, soube que algumas colegas minhas estavam se sentindo como eu. Conversando com uma amiga esse final de semana, descobri que quase 90% dos recém formados se sentem assim, especialmente se eles não sabem qual rumo seguir - e esse é "quase" o meu caso...
Bom, não posso negar que é confortante saber que outras pessoas sentem o mesmo que eu! Não estamos sós, amigos! 
O bom de tudo isso: podemos unir nossas angústias e sair para dar risada! Ou podemos montar um blog e ficar escrevendo sobre esse momento até encontrarmos um emprego decente. Eu optei pelas 2 coisas e outras coisitas mais. Sair com quem amo, dar risada, pegar sol, viajar, sair muito, ler o que eu quero e na hora que eu quero e montar um blog para escrever o que me der na telha. Espero que isso dure pouco - quem diria que eu estaria dizendo isso - ou seja, até eu conseguir um emprego que eu ame!